Governo aprova Plano Clima após reduzir responsabilidade do setor agrícola
Depois de um longo período de embates com o agronegócio, o governo federal conseguiu aprovar o Plano Clima nesta segunda-feira (15 de dezembro). Esse plano traz diretrizes para combater a mudança do clima no país, estabelecendo metas de redução de emissões de gases de efeito estufa para os principais setores da economia que contribuem para o problema. A aprovação ocorreu durante uma reunião do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) após ajustes feitos para atender às demandas do setor agropecuário.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) foi um dos principais opositores do plano, inicialmente resistindo às metas de redução do desmatamento vinculadas ao setor. No entanto, o documento foi reestruturado para distribuir essa responsabilidade entre outros ministérios e setores, e incluiu instrumentos econômicos para incentivar mudanças no comportamento dos produtores rurais.
Uma das inovações do plano foi considerar todas as emissões associadas ao desmatamento em áreas rurais como parte das atividades agropecuárias, o que gerou controvérsias no setor. A versão final do Plano Clima atribuiu ao setor agropecuário a maior parcela de emissões, tornando-o responsável por boa parte das metas de redução até 2035.
O objetivo do governo era demonstrar comprometimento com o combate à mudança do clima, apresentando o plano durante a COP30. Apesar das pressões do setor agropecuário, o plano foi ajustado e aprovado, estabelecendo metas de redução de emissões para cada setor da economia.
Os detalhes e planos setoriais do Plano Clima serão publicados no Diário Oficial da União nesta terça-feira (16), destacando as responsabilidades de cada setor e as políticas públicas que serão implementadas para atingir as metas de redução de emissões. Agora, resta acompanhar como essas medidas serão efetivamente implementadas e seus impactos na prática.
