Consequências negativas para a humanidade: Marco temporal e Projeto de Lei da devastação sofrem derrotas
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Após a realização da COP30 em Belém, em novembro, ficou evidente o impacto da mobilização da sociedade civil no evento. A voz da vida real, representada por milhares de pessoas afetadas pela crise climática, foi ouvida de forma poderosa. A luta pelo território se mostrou como um elemento crucial para a justiça climática durante a conferência.
No entanto, logo após a COP, o Congresso brasileiro tomou decisões preocupantes que ferem os direitos ambientais e aumentam as incertezas em relação ao combate ao problema climático. A derrubada de 56 vetos do presidente Lula a um projeto de lei, a aprovação de uma versão piorada da Licença Ambiental Especial (LAE) e a aprovação de uma PEC para instituir um marco temporal à demarcação de terras indígenas foram os grandes retrocessos observados.
Essas ações representam um grande desafio para a proteção ambiental e podem resultar em efeitos nocivos para o país. A fragilização desses instrumentos de controle e a restrição à demarcação de terras indígenas prejudicam diretamente os esforços de preservação das florestas, que desempenham um papel fundamental na mitigação das mudanças climáticas.
O cenário se agrava com as mudanças introduzidas no projeto de lei, que permitem atividades de risco sem licenciamento adequado, e na LAE, que abre espaço para decisões políticas interferirem no processo de licenciamento ambiental. Essas medidas representam um retrocesso significativo e aumentam as incertezas em relação à proteção do meio ambiente.
O que o Congresso entregou após a COP ameaça a luta contra a crise climática e nos coloca em uma posição ainda mais frágil diante dos desafios ambientais que enfrentamos.
