O corajoso enfrentamento das Mães de Maio – uma conversa com Débora Silva
Este mês marca duas décadas dos trágicos “crimes de maio”, um período em que mais de 500 vidas, a maioria delas de jovens negros, foram ceifadas em São Paulo durante operações policiais consideradas uma “onda de resposta” aos ataques perpetrados pelo PCC. Simultaneamente, também celebramos a origem de um dos movimentos mais significativos do Brasil: as Mães de Maio. Este movimento nasceu da dor insuportável de perder um filho assassinado pelo Estado e se transformou em uma luta contra a opressão, a injustiça e o racismo.
O movimento Mães de Maio não permaneceu isolado; outras mães de diferentes regiões do Brasil uniram-se à causa. Atualmente, essa organização se empenha na busca por justiça, reparação e no acolhimento das dores enfrentadas por mulheres que perderam seus filhos devido à violência policial. O Pauta Pública tem o prazer de receber Débora Silva, fundadora deste importante movimento, que nos lembra da necessidade de não esquecer neste Dia das Mães aquelas que estão enlutadas, seja nas favelas, nos territórios indígenas, nos quilombos, nas áreas rurais ou nas periferias urbanas. Sintonize agora.
