Testemunho em meio ao terror: a experiência de Cássio Pelegrini em Israel

Testemunho em meio ao terror: a experiência de Cássio Pelegrini em Israel

Em 18 de maio, a Marinha israelense realizou um ataque ilegal em águas internacionais contra embarcações que estavam em uma missão humanitária, visando quebrar o bloqueio imposto à Faixa de Gaza para auxiliar a população local. Essa ação resultou na apreensão dos barcos da Flotilha Global Sumud e no sequestro de ativistas provenientes de vários países, incluindo o Brasil.

Entre os integrantes da Flotilha estava o médico pediatra Cássio Pelegrini, que presta atendimento a imigrantes em São Paulo. Ele é o convidado do Pauta Pública nesta semana. Em uma entrevista com Andrea Dip, Pelegrini compartilha experiências aterrorizantes enfrentadas sob a ação das forças armadas israelenses: agressões físicas, choques elétricos, privação de água, exposição a temperaturas extremas e violência sexual, além de intensa violência psicológica. Os relatos incluem torturas que receberam o respaldo do ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, que chegou a compartilhar em suas redes sociais vídeos mostrando ativistas amarrados e ajoelhados, acompanhados da legenda “bem-vindos a Israel”.

Apesar da brutalidade vivenciada, Pelegrini afirma que os ativistas permanecem firmes em sua solidariedade ao povo palestino: “Eles fraturaram muitos corpos e foram violentos conosco em termos psicológicos, mas nunca duvidamos que estar lá era o certo. Portanto, moralmente, saímos intactos”, declara.